Secretaria Especial do Esporte Bicampeã nas Surdolimpíadas 2019-Presença de Michele Bolsonaro
- Judoca Surdolimpica Marcele

- 16 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de mai. de 2021
http://arquivo.esporte.gov.br/index.php/ultimas-noticias/209-ultimas-noticias/59050-as-inspiradoras-
Veja vídeo em: https://youtu.be/GuGJV1OutWY
(Repost e todos os Créditos e direitos autorais para Secretaria Especial do Esporte)
Pegadas de Rafaela Silva Campeã Olímpica
Marcele Félix tem apenas 21 anos, mas já une experiência de sobra no universo surdolímpico. O judô integra a vida da atleta desde os cinco anos. No início, mais como uma forma de lazer, terapia e inclusão com o universo dos ouvintes. Mais tarde, com perspectiva mais profissional. Aluna do técnico Geraldo Bernardes no Instituto Reação, Marcele abraçou o alto rendimento a partir da adolescência.
"Com 15 anos passei a amar o judô de forma intensa. Já participei de competições internacionais na Bulgária e na Turquia. Disputar essa edição das Surdolimpíadas no Brasil foi uma experiência muito boa. Consegui ser campeã duas vezes em Pará de Minas. Foi inédito para mim", celebrou a atleta, ouro na categoria -70kg e na Absoluta.
O esporte é um modelo bom para se seguir, né? Nós precisamos de mais mulheres. Quero que mais meninas surdas sigam esse caminho" Marcele Félix, primeira judoca surda faixa preta das Américas
No dia a dia, Marcele já teve oportunidades de medir forças em treinos com a campeã olímpica Rafaela Silva, uma de suas referências esportivas e no campo das atitudes. "A Rafaela é um modelo para mim como profissional. Quero absorver todas as técnicas que ela tem. Ela é minha referência. Meu modelo. Já treinamos juntas. Ela é bem forte", enfatizou a judoca.
Mais do que resultados nacionais e internacionais, Marcele ostenta um pioneirismo continental. Ela se tornou a primeira atleta surda das Américas a receber uma faixa preta no judô. "Eu tinha só 17 anos. Era uma coisa que não esperava conquistar. Eu pensava só em ser professora, mas ser a primeira mulher surda a conseguir uma faixa preta em judô nas Américas, eu não esperava", sorriu, com a esperança de influenciar novas meninas com deficiência auditiva na busca dos quimonos.
"O esporte é um modelo bom para se seguir, né? Nós precisamos de mais mulheres. Então quero que mais meninas surdas sigam esse caminho".
Estudante de administração, Marcele espera também que o Bolsa Atleta volte a beneficiar os atletas não olímpicos e não paralímpicos, categoria que inclui os surdoatletas, para que tenha chance de se dedicar com mais exclusividade ao esporte. O próximo compromisso de grande relevância dela é o Mundial, que será disputado na França, em 2020. "A Bolsa seria um ganho de uma luta enorme. Sempre acreditamos que era possível conseguir essa conquista. Faz muita diferença", disse.
Durante a Cerimônia de Abertura das Surdolimpíadas, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o Secretário Nacional de Alto Rendimento da Secretaria Especial do Esporte, Emanuel Rego, afirmaram à comundidade dos surdoatletas que a pasta prevê para até o fim do ano o lançamento de um edital do Bolsa Atleta que contemple inscritos de modalidades não olímpicas e não paralímpicas.








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